4 hábitos financeiros que te fazem perder dinheiro (e como corrigi-los)

Hábitos são padrões de comportamento que se repetem mesmo quando a gente não presta atenção. Por exemplo, levantar da cama e se espreguiçar, logo depois lavar o rosto. Os hábitos financeiros, assim como os demais, também estão presentes na nossa vida — para o bem ou para o mal.

Um hábito se consolida na nossa rotina quando realizamos determinada tarefa rotineiramente. Levantar em um certo horário para trabalhar, ir à academia, e por aí vai.

Como várias dessas atividades envolvem gasto financeiro, os hábitos podem ter impacto no nosso bolso. Por exemplo, comprar um lanche toda tarde no seu restaurante preferido ou depositar um dinheirinho na poupança todo mês.

Neste pequeno guia, eu vou mostrar para vocẽ alguns hábitos que podem complicar a sua vida financeira e como corrigi-los. Acompanhe.

Mudança de hábitos financeiros

Não estou falando do filme (*aham*, grupo de risco), mas de como racionalizar e trabalhar nossos comportamentos. Sabia que o tempo médio para que uma mudança se torne duradoura nas nossas vidas é de 66 dias?

Esse é o tempo que levamos para colocar determinadas escolhas no modo automático. É a janela de tempo em que você deverá aplicar o maior esforço para, por exemplo, mudar a alimentação, caminhar mais ou parar de gastar compulsivamente.

A boa notícia é que, depois disso, tudo fica mais fácil. Isso porque você substitui um padrão de comportamento ruim por outro virtuoso.

A má notícia é que muita gente desiste de mudar em algum momento ao longo desses dois meses e um pouquinho.

Portanto, foco no objetivo. Não pense nas dificuldades de agora, mas no quanto sua vida — e as vidas das pessoas ao seu redor — podem melhorar após apenas 66 dias de forma consistente e duradora.

Confira abaixo os hábitos financeiros que podem estar agredindo sua vida financeira e como alterá-los.

4 hábitos financeiros prejudiciais — e suas alternativas

1. Não saber o quanto ganha nem o quanto gasta

Esse é quase uma regra dos brasileiros. Quando o salário entra, a gente se permite certos luxos, compramos umas coisinhas a mais. A partir da terceira semana do mês, a situação aperta.

A culpa não é dos meses intermináveis. Se situações assim estão acontecendo com frequência, é sinal de que você não tem controle sobre receitas e despesas e acaba adotando um padrão de vida maior do que pode custear.

Desse jeito, sua vida será dedicada apenas à sobrevivência. Mês a mês, você lutará para chegar a mais um contracheque. O tempo vai passando e seus sonhos desaparecem no horizonte.

Como mudar esse hábito financeiro?

Assim que receber o próximo pagamento, coloque no papel seu salário líquido (apenas o que entrou na conta) e todas as despesas fixas do mês — energia, água, escola dos filhos, etc.

Em seguida, analise a fatura do seu cartão de crédito para saber quais as parcelas ou compras que estão pesando mais. Caso você tenha o costume de fazer compras no débito ou em dinheiro vivo, reúna as notas fiscais e registre tudo em um caderno ou planilha.

Por fim, tente “domesticar” as despesas, fazê-las ficarem abaixo das despesas. Não esqueça de reservar uma parte do orçamento para investir.

Ah, é importante fazer isso com toda a família. Se o seu marido ou esposa também têm fonte de renda, eles devem participar do orçamento. Mesmo que seus filhos ainda não trabalhem, inclua-os nesse processo para que eles percebam o valor do dinheiro e que nada vem de graça.

2. Subestimar os gastos “inofensivos”

“Ah, mas custa só R$ 5”. Pois é, pensar apenas no desejo momentâneo e não agir com razão — ou seja, ignorar que aquele desejo é, na verdade, um hábito — vai custar caro no fim do mês.

É o custo do cafezinho da tarde com um lanche na padaria. Ou da cervejinha para relaxar no fim do dia. Essas compras vão acumulando e, no fim do mês, representam um gasto expressivo.

Para quem é adepto do tabagismo, o preço é ainda mais alto. Uma pesquisa no Paraná mostrou que fumantes gastam R$ 10 mil por ano com cigarros.

Já pensou no que você faria se ganhasse R$ 10 mil a mais todo ano? Pois é.

Como mudar esse hábito financeiro?

Coloque no papel o custo dessas pequenas compras. Assim, você verá o peso que eles têm no seu orçamento e poderá agir para reduzi-los.

Mas calma lá, não estou dizendo para você se proibir das coisas que você gosta, como o cafezinho da tarde com os colegas da firma. Até porque isso só geraria desconforto e, num momento de estresse, você voltaria a consumir com tudo.

O importante aqui é racionalizar seus gastos. Não tratá-los como se fossem ninharia, porque não são. E, a partir disso, reduzi-los ou substituir os hábitos por outros menos nocivos financeiramente.

Por exemplo, em vez de comprar coxinhas todo dia na padaria, que tal levar um lanche pronto de casa duas ou três vezes por semana?

3. Esperar sobrar dinheiro para poupar

Esse hábito é clássico. Poupar não dá o mesmo status ou prazer do que ter coisas. E aí nunca será prioridade.

Lá no primeiro tópico, a gente falou sobre o hábito de “sobrar mês no fim do salário”. Alguma chance de a poupança ter alguma prioridade nesse contexto?

Como mudar esse hábito financeiro?

Por isso, investir deve ser um hábito por si só. Todo mês, uma parte dos seus rendimentos deve ser guardada. Se isso ajudar, trate o investimento como se fosse uma fatura a ser paga.

É claro que isso não trará a sensação de prazer imediata que o consumo provoca. Mas essa disciplina será necessária para algo que vou mostrar no próximo tópico.

4. Não ter objetivos de médio e longo prazos

Quando você pensa em comprar um carro, abre a possibilidade de pagar pelo menos metade do valor à vista? Ou já pensa em financiar quase 100%?

Você pensa em como quer viver sua aposentadoria? O valor que o INSS pagará será suficiente para você ficar sem trabalhar ou será necessária uma renda extra?

Essas decisões requerem um planejamento a ser colocado em prática ao longo de 5, 10 ou até 20 anos. É o tempo necessário para que você acumule dinheiro e realize seus objetivos.

Como mudar esse hábitofinanceiro?

Transforme seus sonhos em objetivos e metas. Cada meta é uma etapa para o objetivo final.

Um jeito bem legal que alguns gestores usam para isso é aplicando o método SMART.

Seus objetivos devem ser específicos (S), possíveis de medir (M), possível de atingir (A), relevante (R) e amarrado a um período de tempo (T). As letras estão misturadas porque a sigla é em inglês, tá? Mas a ideia é essa.

A partir de agora, pegue seus sonhos e transforme-os em objetivos usando essa técnica. Quer ver como funciona?

Quero comprar um carro popular seminovo, ano 2020 (específico), que custa R$ 35 mil (mensurável), poupando o valor equivalente às parcelas (atingível), para que eu possa me deslocar ao trabalho e viajar (relevante) em até 3 anos (temporal).

Viu só? É bem melhor do que ficar só no sonho ou pior: meter os pés pelas mãos em financiamentos com juros absurdos.

Todo hábito financeiro pode ser mudado. Mas é importante que você pare e pense sobre os hábitos que estão tornando sua vida mais complicada. Hábitos financeiros podem ser difíceis de mudar, mas lembre-se: o segredo é repetir.

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