Com IGP-M nas alturas, como negociar o reajuste do aluguel?

Inquilinos com o contrato próximo do vencimento estão com cabelo em pé com um possível reajuste do aluguel. O motivo é que o IGP-M, índice usado na maioria dos contratos dessa natureza, segue uma tendência de alta e, até agora, não demonstra perda de fôlego. A previsão para junho é que fique em 36,65%.

Imagine pagar 36% a mais do que paga hoje de aluguel 😱

Óbvio que ninguém quer isso. A mudança também é uma alternativa cara, que inclui custos como: adiantamento da caução, frete, adequação do novo imóvel e pintura do antigo.

Mas entre o “cumpra-se” do contrato, a realidade da maioria dos brasileiros — que acumulam perdas salariais em meio à pior pandemia do século — e a média de preço do mercado imobiliário, existe bastante espaço para negociação. Por isso, fique tranquilo e siga as dicas que eu preparei logo abaixo.

Como negociar o reajuste do aluguel

Com ou sem IGP-M disparado, negociar o reajuste aluguel é prática comum entre inquilinos e proprietários. Então as dicas aqui também valem para tempos “normais”, tá certo?

  1. Seja 100% transparente

Você não pode arcar com um reajuste no nível do IGP-M. Todos os preços de itens básicos aumentaram. A renda mensal não poderá abarcar um aumento tão expressivo com uma despesa que é mensal. Essa é a mensagem.

Há quem tente bancar o negociador profissional, arrumando pretextos exagerados para tentar forçar um acordo. É melhor evitar essa atitude.

O proprietário do imóvel provavelmente sabe que o momento econômico é sensível para todos — inclusive para ele, que só tem a perder, caso o imóvel fique desocupado por muito tempo.

corretoras que estão se antecipando e adotando outro índice de inflação — o IPCA, cuja variação tem sido bem menor — para calcular os reajustes. Isso também pode ser levantado. 

Seja assertivo e claro, sem forçar a barra. 

  1. Confira os aluguéis na sua região

Calma lá, você não precisa ameaçar mudança. Mas é legal ter um argumento baseado em preços para convencer o proprietário, não é mesmo?

O que acontece é o seguinte: um reajuste muito alto poderia simplesmente colocar o preço do aluguel no nível de um imóvel de padrão superior. Mas como assim, will?

Digamos que você paga R$ 700 por mês só de aluguel, sem contar condomínio e IPTU (aliás, taxas e impostos NÃO podem entrar no cálculo de reajuste). A rua é calçada, saneada, mas um pouco esquisita e distante de pontos de ônibus; além disso, o apê é pequeno, com 60m². Só um exemplo, tá?

Um reajuste de 36% elevaria o preço para R$ 950 — ou seja, um acréscimo de R$ 250. Por esse valor, você poderia contratar um apartamento maior e melhor localizado.

Já o proprietário teria de anunciar o apê vago por um preço igual ou inferior ao que você paga hoje.

Com isso, você ganha um bom argumento: um reajuste razoável é bom para as duas partes.

  1. Não tenha vergonha de ser um bom inquilino

Você pode até achar que apenas cumpre com suas obrigações, mas nem todo inquilino é responsável ao usar o imóvel e paga os aluguéis em dia.

Se você zela pelo imóvel como se fosse seu, tem boas relações com os vizinhos, paga os aluguéis antes da data do vencimento e nunca apresentou problemas na relação com o proprietário ou corretora, seu valor no mercado é alto.

Se o proprietário decidir rescindir o contrato, além de ter de arcar com a vacância, ele corre o risco de se deparar com um inquilino problemático lá na frente.

A segurança é ótima para os negócios. Portanto, vale muito mais a pena segurar um bom morador do que se arriscar por aí.

  1. Apresente uma proposta

A proatividade é uma ótima arma durante a negociação. Quando você toma a iniciativa de propor um reajuste, você se coloca em boa posição na jogada.

É como no futebol: jogadores bem posicionados muitas vezes valem mais do que os que são apenas esforçados.

Fazendo isso, você também demonstra boa-fé em chegar a termos razoáveis.

Por outro lado, pedir um reajuste inferior ao IGP-M sem apresentar nenhum número é entregar a bola ao proprietário. Com isso, ele pode forçar um reajuste menor, porém ainda pouco vantajoso para você.

Não dê esse mole. Apresente sua proposta de reajuste de maneira assertiva. Assim, a contraproposta do dono do imóvel tende a ficar próxima da sua meta. Daí é só correr para o abraço.

  1. Tenha um plano A, B e C

Há um ditado que diz: numa negociação, ninguém ganha o que quer, mas o que negocia.

Por isso, tenha uma meta bem clara e um plano para conduzir até ela. Ora will, o que isso quer dizer? Calma lá, que a gente exemplifica.

  • Meta 1: trazer o reajuste para a casa do um dígito.

Para isso, você apresentará a proposta do IPCA como índice de reajuste e usará todos os argumentos explicados acima. Fique esperto para a contraproposta: pode ser que o proprietário sequer a faça e tudo fique bem. Mas, se as coisas não saírem como previstas, vamos para o plano B.

  • Meta 2: segurar a sua proposta e aguardar.

Não espere o prazo terminar para negociar. Lembra o que falei sobre proatividade? Pois é, também se refere ao tempo.

Ao tomar a iniciativa de começar a negociação mais cedo, você ganha tempo. Mesmo que o proprietário não aceite a proposta de cara, talvez ele reconsidere após alguns dias. Se ainda assim não funcionar, você pode partir para a medida mais drástica com calma e estratégia.

  • Meta 3: propor caminhos alternativos.

Caso o valor fique acima do que seria aceitável, ainda há espaço para negociar. Por exemplo, digamos que você aceita o valor, caso o proprietário mantenha por dois ou até três anos sem reajuste.

Outra opção é condicionar o reajuste a uma melhoria no imóvel por conta do dono.

Não entregue os anéis de graça: sempre deixe algo amarrado. Como é do seu bolso que o dinheiro sai, você tem um certo poder de barganha.

O planejamento não precisa ser exatamente esse. O importante é ter sempre uma saída para as situações mais imprevisíveis de uma negociação.

O reajuste do aluguel é uma etapa sensível da relação entre inquilino e proprietário. A alta do IGP-M, principal índice dos contratos, acrescenta um problema a mais nesse contexto. Mas o inquilino pode conseguir fechar um bom negócio se agir de forma racional e proativa durante a negociação com o proprietário ou corretora.

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