Comprar ou alugar um imóvel? entenda os prós e contras de cada um

Há um momento nas nossas vidas em que queremos ter o nosso próprio espaço, onde podemos aplicar as nossas regras e desfrutar de mais liberdade. A primeira pergunta que surge ao tomarmos essa decisão é: vale mais a pena comprar ou alugar um imóvel?

Pode parecer simples, mas trata-se de uma questão ampla que requer uma análise detalhada de três fatores: momento atual da vida, objetivos financeiros e expectativas para o futuro.
Vamos apresentar esses três fatores de maneira bem breve e depois colocaremos as contas na ponta do lápis para ajudar você a tomar a melhor decisão.

O que considerar antes de comprar ou alugar um imóvel?

Momento atual da vida

Primeiro, você precisa conhecer seu perfil e entender a etapa que está vivendo. Isso é fundamental para tomar uma decisão adequada porque, como sabemos, uma casa ou apartamento são patrimônios extremamente ilíquidos — ou seja, não dá para transformar em dinheiro de uma hora para outra.


Se você for jovem em início de carreira, precisa saber se o seu campo de trabalho pode te levar a trabalhar em outra cidade ou estado.

São demandas comuns em áreas como TI e engenharia: de repente, uma oportunidade com ganhos bem maiores aparece, porém do outro lado do Brasil, e você não poderá mais desfrutar do imóvel onde imaginava passar a vida.
O aluguel também facilita sua mobilidade para morar em bairros mais próximos ao local de trabalho.

Mas se a sua situação sugere uma maior estabilidade, a compra do imóvel pode ser uma opção mais atrativa. É o caso, por exemplo, de pessoas estabelecidas profissionalmente, com filhos crescidos e independentes, que desejam ter um lugar para chamar de seu.

Um imóvel próprio tem a vantagem de ser modificável conforme a vontade do proprietário. Já o alugado deve ser devolvido da maneira que foi encontrado — eventuais melhorias geralmente não dão direito a reembolso.

Em resumo:

aluguel proporciona maior mobilidade, diversidade de alternativas e flexibilidade contratual;
compra dá a sensação de pertencimento, mas gera maior custo com manutenção e impostos. Por outro lado, permite grandes intervenções (móveis planejados, reformas, etc).
O próximo tópico se refere ao aspecto financeiro da compra ou aluguel — talvez o mais importante para sua decisão.

Objetivos financeiros

Você quer comprar o imóvel para morar ou investir? É o seu primeiro imóvel ou você já tem outros? Você pretende usar a maior parte da sua renda em investimentos ou já tem uma vida financeira estável e quer sair do aluguel?
Sem um planejamento financeiro prévio, você corre um sério risco de tomar uma decisão equivocada.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que financiamentos — principal forma de adquirir a casa própria no Brasil — são extremamente caros. Além disso, mesmo que você tenha o nome limpo, dificilmente os bancos financiarão 100% do valor.

Uma simulação simples no site da Caixa Econômica Federal, banco de referência em habitação no Brasil, mostra que um imóvel novo de R$ 300.000,00 em São Paulo (SP) requer uma entrada superior a 50% do valor — o que pode mudar conforme diversas variáveis, como o sistema de amortização.

O custo efetivo total pode chegar a quase 10% ao ano ou até mais. As parcelas para um financiamento de 420 meses — ou 35 anos, prazo máximo para o crédito imobiliário — ficam em torno de R$ 1.100,00 e sofrerão reajuste dependendo, novamente, da amortização.

Faça sua própria simulação. Com isso, um imóvel que custa R$ 300.000,00, no fim das contas sairá por praticamente o dobro do valor. Além disso, até 30% da sua renda mensal ficará imobilizada ao longo de 30 ou 35 anos. Durante esse tempo, o imóvel permanecerá alienado ao credor (banco) e não será exatamente seu.
Portanto, se você não tem outro imóvel para dar como entrada nem capital suficiente para completar o valor mínimo exigido, talvez seja a hora de fazer as contas na ponta do lápis.

Use como referência a parcela da simulação e veja os preços de aluguéis na região desejada. Em seguida, calcule o valor que você teria condições de poupar exclusivamente para adquirir um imóvel próprio já descontado o aluguel mensal.

Com essa “margem”, você pode começar a construir um patrimônio que pode ser usado para adquirir a casa própria. Economicamente falando, o aluguel seria a opção mais racional para quem está começando a vida adulta e quer um espaço somente seu.

Para alugar um imóvel, basta ter um fiador ou depositar uma determinada quantia para o locador a título de caução. Esse valor varia bastante de acordo com o contrato, mas pode ser de até três vezes o custo do aluguel; ao final do contrato, é devolvido integralmente ao locatário.

Há uma desvantagem: o dono pode pedir o imóvel, forçando uma mudança possivelmente indesejada. Além disso, os preços dos aluguéis são reajustados pelo IGP-M, um índice de inflação que, nos últimos 12 meses, teve alta superior a 30%.

O ideal é pensar na moradia assim que o primeiro salário cair na conta. Com a disciplina de formar uma poupança, em alguns anos você conseguirá ter dinheiro suficiente para tomar sua decisão — seja ela qual for.

Em resumo:

Comprar um imóvel requer uma entrada alta, podendo chegar a mais de 50% do valor anunciado com parcelas que ficam em torno de 0,5% do seu preço; o aluguel pode ser uma solução temporária enquanto você acumula recursos para adquirir uma casa própria; o reajuste dos aluguéis segue o IGP-M, índice que ultimamente tem apresentado altas históricas; a aquisição de imóvel via financiamento imobiliza até 30% da sua renda; comprar um imóvel é mais fácil se você já tem outro imóvel para dar como entrada. Assim, você abate boa parte da dívida e pode conseguir condições mais favoráveis.

Expectativas para o futuro

“Onde você gostaria de estar daqui a 10 anos?” Parece pergunta de entrevista de emprego, mas se aplica a qualquer situação da vida — inclusive na hora de comprar ou alugar um imóvel.
Devido ao alto custo de aquisição, um imóvel para moradia é o investimento de uma vida. E esse dinheiro investido permanecerá parado naquela forma, sem gerar renda e sem circular — pelo contrário, haverá custos de manutenção recorrentes.

Portanto, você precisa decidir o que valoriza mais para o seu futuro: a estabilidade de um imóvel próprio ou manter o capital girando com liquidez e proporcionando uma renda — que pode ser usada, em parte, para custear um aluguel.

Por exemplo, se você aplicar R$ 300 mil — que seria o valor hipotético do imóvel — em uma cesta de investimentos que proporciona um retorno de, aproximadamente, 1% ao mês (R$ 3000), conseguiria custear o aluguel de uma casa ou apartamento cuja parcela seria equivalente a 0,5% do preço do bem. Com sobra.

Assim, você mantém o dinheiro trabalhando em seu favor, gerando uma renda complementar.
Isso quer dizer que não vale a pena trabalhar para ter a casa própria? Nada disso. Não faz sentido investir se você não tem o perfil certo e dá mais valor a ter um endereço em seu nome.
No entanto, a compra precisa ser muito bem planejada, de maneira que a parte financiada seja mínima. Sem esse planejamento, você terminará gastando mais dinheiro em parcelas altas para compensar a imprevidência.

Em resumo:

pensando em termos de capital, um imóvel é uma imensa quantidade de dinheiro em forma de concreto;
alugar um imóvel faz mais sentido para quem quer ter uma renda futura de investimentos líquidos;
a rentabilidade de um investimento no valor de um imóvel pode cobrir com sobra para o aluguel e complementar a renda mensal; comprar um imóvel é vantajoso se o bem em questão corresponde à realização de um sonho;
antes de tomar qualquer decisão, é necessário realizar um planejamento financeiro e poupar.
Comprar ou alugar um imóvel é uma decisão que terá um impacto significativo no seu futuro, portanto não deve ser tomada de forma leviana. Vale a pena dedicar algum tempo para se conhecer bem, entender qual vale mais a pena para você e juntar um bom dinheiro.

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