Gasolina: por que está tão cara e como economizar

O preço da gasolina sempre é motivo de preocupação para os brasileiros. Até agosto de 2021, houve um aumento médio de 51% nos valores nas refinarias e, em alguns estados, o litro chegou a custar quase R$ 7.

Mas por que tanto aumento e o que fazer para economizar? É o que vou tentar explicar neste artigo.

Quais os elementos que compõem o preço da gasolina

Antes de elencar as razões para os recentes aumentos, é necessário entender a parcela de cada agente econômico no preço que aparece na bomba de combustível. Os dados abaixo são da própria Petrobras, tá?

  • Petrobras: 33,8%
  • Impostos federais (CIDE, PIS/Pasep, Cofins): 11,4%
  • Impostos estaduais (ICMS): 27,8%
  • Preço do etanol: 17,2%
  • Distribuição e revenda: 9,8%

Por que a gasolina tá tão cara?

É verdade que impostos estaduais e federais têm um peso importante no preço final. Soma-se a isso a incrível complexidade da regulamentação atual do ICMS, o imposto dos estados, que é cobrado em cascata e potencializa os reajustes — motivo alegado pelo presidente da Petrobras.

No entanto, as alíquotas dos impostos não passaram por grandes reajustes nos últimos anos. A mudança mais significativa ocorreu na lógica de preços praticada pela Petrobras, com a adoção dos Preços de Paridade de Importação (PPI) em 2016.

Como o petróleo é commodity, um produto básico que tem preços regulados pelo mercado internacional e também é afetado pelo câmbio, as variações lá fora impactam os valores aqui dentro.

Antes do PPI, os preços eram represados para evitar reajustes frequentes. A Petrobras recuperava os lucros quando as coisas esfriavam no mercado e os valores nas bombas eram mantidos no mesmo patamar.

Com a PPI, os reajustes são repassados pela Petrobras direto para o preço do combustível vendido nas refinarias.

O resultado é que o custo para os consumidores finais — ou seja, a gente — ficou bem mais sensível a fatores impossíveis de controlar, como preço do barril de petróleo, humor das bolsas e variação do dólar, moeda usada nas negociações.

Ou seja, o aumento de 51% nos preços nas refinarias ocorreu na parcela de 33% que diz respeito à Petrobras em cada litro de gasolina. É consenso entre especialistas — embora ainda existam outros fatores no jogo, como o uso de derivados de petróleo para abastecer termelétricas durante a crise hídrica.

Bom, deixando essa parte complicada para trás, o importante é focar em como reduzir o consumo sem abrir mão do padrão de vida. Vamos lá.

5 maneiras de economizar gasolina

1. Tenha atenção às trocas de marcha

Esse fator pode fazer uma enorme diferença na quantidade de gasolina que você coloca no tanque todo mês. Quanto maior a rotação do motor, mais combustível seu veículo consome.

Acelerações em marchas baixas aumentam bastante a rotação do motor. A condição ideal para economizar é quando o carro está na quinta marcha em velocidade constante mantendo os giros entre 1800 e 2000 RPM — isso pode variar de acordo com cada veículo.

É por isso que o desempenho na estrada costuma ser bem melhor do que na cidade, onde precisamos parar o tempo todo nos semáforos e congestionamentos.

A dica é: quanto menos troca de marcha, melhor. Mesmo em marchas menores, evite dar a famosa “esticada” sem necessidade.

2. Mantenha a manutenção preventiva do veículo em dia

Revisões, trocas de óleo e rodízio e calibragem de pneus ajudam a reduzir o consumo, além de garantir uma maior durabilidade das peças e menos gasto com manutenções corretivas — que costumam ser salgadas.

Verifique a calibragem ideal dos pneus do seu carro e tente enchê-los todo mês. É de graça. Além disso, pneus murchos não só têm a vida útil reduzida como também exigem mais esforço do motor para o deslocamento. Ou seja, gasto desnecessário de gasolina.

O óleo lubrifica as peças do motor e garante eficiência no seu funcionamento. Com o tempo, ele perde viscosidade, de maneira que o atrito entre as peças gera um desgaste maior e mais consumo de gasolina.

3. Gerencie o uso do ar-condicionado

Não dá para dirigir esbaforido de calor, né? Todo carro popular hoje em dia sai com ar-condicionado. Mas esse item de conforto puxa um pouco do trabalho do motor e contribui para o gasto de combustível.

O ideal não é abrir mão, mas gerenciar. Por exemplo, se você deixa o carro exposto ao sol, o que faz assim que entra no veículo e dá partida? Taca a ventilação com ar-condicionado no máximo para diminuir a sensação de mal-estar provocada pelo calor.

Lembre-se de deixar os vidros bem fechados e, de vez em quando, acionar apenas a ventilação mecânica.

4. Evite dirigir com vidros baixados

A alternativa ao ar-condicionado não é interessante como alguns podem pensar. Além do desconforto, dirigir com os vidros abertos aumenta a resistência do ar durante o deslocamento. É como dirigir com um pára-quedas aberto.

Obviamente, isso não ajuda a reduzir a fatura do posto.

5. Conheça sua rota antes de sair de casa

Essa dica ajuda não só a evitar ficar zanzando pela cidade, como também a tomar sempre as melhores rotas, evitando congestionamentos.

Sempre que for sair, tenha um destino certo em mente e, se necessário, onde ocorrerão paradas. Também vale a pena dar aquela olhadinha no seu app de tráfego para saber como estão as condições nas ruas e qual o trecho em que dá para dirigir sem ficar trocando marchas direto.

O preço da gasolina é algo sobre o qual não temos controle. Com a política de preços adotada em 2016, a volatilidade no mercado internacional pesa diretamente no bolso do consumidor, que precisa adotar estratégias para reduzir os gastos.

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