Open banking: entenda o que é e como ele vai mudar sua vida

Você já deve ter ouvido falar de open banking por aí. Se ainda não teve paciência para mergulhar mais fundo e entender como essa mudança vai afetar sua vida, fica comigo que eu explico bem direitinho.

Vale lembrar que o open banking não é uma novidade. Reino Unido e Índia, por exemplo, já adotam esse modelo e estão em etapas mais avançadas. Continua comigo.

O que é open banking?

Trata-se de um conjunto de regras e acordos que o Banco Central e as instituições financeiras vêm colocando em prática para criar um ambiente de serviços financeiros mais simples e barato para os usuários.

A mais importante dessas regras diz respeito à propriedade sobre as informações dos clientes. Antes do open banking, os bancos eram “donos” de suas informações — não só aquelas básicas, como data de nascimento e CPF, mas também informações referentes a crédito.

Com o open banking, essas informações pertencem a você. Assim, os bancos não podem tratá-las como propriedade — se você quiser e permitir, essas informações devem ser compartilhadas com outros bancos.

Na prática, isso poderá ser feito por meio do próprio app do banco de destino. Basta você abrir uma solicitação; logo em seguida, o outro banco enviará uma notificação perguntando se você quer compartilhar aqueles dados. Caso você aceite, tudo certo.

Você pode pensar “ah, isso não tem nada a ver comigo, eles que se acertem”… mas o open banking muda completamente a relação de clientes com os bancos. Só para começar, ele abre a possibilidade de oferta de novos produtos e serviços e ajuda você a ter acesso a serviços financeiros melhores e mais baratos.

Por exemplo: análise de crédito tende a ser bem mais rápida. Basta que um banco envie para outro os dados que mostrem se determinado cliente tem bom histórico de pagamento. Isso também pode reduzir o custo do crédito.

O open banking é uma tecnologia nova?

Não, veja só: apesar de propor um ajuste em relação ao uso de tecnologias compatíveis entre os bancos, o open banking consiste simplesmente num “acordo” para que isso aconteça. São apenas regras a serem vigiadas pelo Banco Central.

Mas a tecnologia desempenha um papel importante nesse cenário.

Cada banco desenvolve seu próprio aplicativo, certo? Assim como eu, as outras instituições investem para fazer apps do seu jeito, com sua cara, e isso dificulta o diálogo entre um banco e outro. Aí pode complicar para o cliente quando fosse necessária uma comunicação para envio de dados.

É como se um banco falasse grego e o outro, francês.

Por isso, o open banking propõe uma padronização de tecnologias de interface — tecnicamente conhecidas como APIs abertas. Com isso, a portabilidade dos dados fica bem mais fácil, tornando o open banking possível. Com todos os bancos falando a mesma língua, não tem segredo.

Nada disso é novo. As APIs já existem há bastante tempo e o próprio sistema financeiro brasileiro se baseia em tecnologias eletrônicas e digitais desde a década de 1980.

O open banking é um avanço natural e pactuado entre os agentes desse mercado, norteados pelo Banco Central. É diferente do PIX, que é, de fato, uma nova tecnologia de pagamentos instantâneos.

E o melhor: o open banking já está sendo implementado.

Qual o calendário de implementação do open banking?

Primeira fase: fevereiro de 2021 [IMPLEMENTADA]

Nesta etapa, começam a ser padronizadas as trocas de informações das instituições financeiras. A partir daqui, os bancos precisam abrir os dados sobre seus canais de atendimento e sobre seus produtos e serviços — incluindo preços.

Agora, você pode comparar serviços financeiros oferecidos por várias instituições e escolher o que melhor serve a você.

Segunda fase: agosto de 2021 [PREVISÃO]

Você já pode solicitar e autorizar o compartilhamento dos seus dados entre um banco e outro. As informações que podem ser entregues incluem operações de crédito, dados cadastrais, cartões, entre outras.

Vale lembrar: tudo deve ser feito com o seu consentimento. Você deve pedir e autorizar. Mesmo assim, essa autorização pode ser revogada por você.

Após essa etapa, deverão surgir produtos financeiros mais baratos e acessíveis para os consumidores — já que você pode escolher em qual banco conseguir crédito, há uma competição maior entre eles, o que leva a um barateamento do produto.

Esta fase deveria ter sido implementada já em julho. No entanto, foi adiada para agosto para haver mais tempo de adequação das instituições à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Terceira etapa: 29 de outubro de 2021 [PREVISÃO]

A partir desta etapa, você não precisará contratar somente os serviços da instituição com a qual já tem relacionamento. Será possível enviar propostas de crédito, por exemplo, para bancos que você nunca usou na vida.

É uma conquista inédita de autonomia para o consumidor. Com isso, os serviços bancários também deverão se tornar mais baratos e competitivos — afinal, agora eles precisam lutar pela sua preferência.

Não será surpresa se, num futuro breve, surgirem marketplaces de serviços bancários por aí. Ou mesmo parcerias em que um banco faz ofertas de seus serviços no aplicativo de outro, em parceria.

Aqui, entra uma coisa bem legal chamada “iniciação de pagamento”, em que você poderá usar até o WhatsApp para começar uma transferência financeira.

Quarta etapa: 15 de dezembro de 2021 [PREVISÃO]

Na última fase, serão ampliadas as categorias de dados a serem compartilhados, bem como de serviços financeiros disponíveis para contratação.

Será possível, por exemplo, realizar operações de câmbio por um banco, contratar previdência privada por outro, realizar investimentos em um terceiro. Tudo dependerá da vontade do consumidor.

O resultado? Serviços mais personalizados de acordo com a sua necessidade. E também com custos mais acessíveis.

E a segurança do open banking?

Essa é a pergunta que surge sempre que uma novidade boa demais para ser verdadeira desponta. Mas não se preocupe, o open banking foi criado à sombra da Lei do Sigilo Bancário (LC 105/2001) e da Lei Geral de Proteção de Dados (lei 13.709/2018).

O Banco Central é o órgão responsável pela fiscalização e regulação. Logo, apenas instituições financeiras sob sua autoridade poderão aderir ao open banking.

Os seus dados não poderão ser vendidos a terceiros. A concessão sempre será gratuita e feita mediante a sua expressa autorização.

É um enorme avanço, mas também coloca uma carga de responsabilidade sobre os ombros dos clientes. Afinal, a gestão dos seus dados e de quais instituições têm acesso a eles caberá unicamente a você.

O open banking deverá melhorar bastante a experiência dos brasileiros com os serviços financeiros. Não só isso: o custo deve cair e a qualidade tende a melhorar, uma vez que haverá uma maior competição saudável entre as instituições. Com isso, haverá espaço para o surgimento de soluções em serviços financeiros que a gente nem imagina ainda. Só nos resta esperar para ver o que vem por aí.

Sabia que o will bank também fará parte do open banking? Que tal se tornar nosso cliente para ter uma experiência prévia, começando com um cartão de crédito feito sob medida para você? Baixe nosso app para Android ou iPhone e faça seu cadastro.

Atualizado em 31 de agosto de 2021 às 09:55

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