Por que a feira do mês está mais cara? Entenda e saiba como economizar

Já virou rotina. Sempre que vamos ao supermercado, as etiquetas indicam preços maiores do que da última vez. A feira do mês está ficando mais salgada e o jeito é criar estratégias para gastar menos. Mas por que isso acontece?

Bom, a gente sabe que o Brasil é um grande produtor de alimentos, por isso parece ser contraditório que comida seja algo tão caro por aqui. Se, de fato, alimentamos o mundo, o ideal seria que as coisas estivessem mais fáceis do lado de dentro das fronteiras.

Existem alguns fatores que explicam essa alta, vou tentar mostrar para vocês de um jeito resumido. A seguir, vou dar algumas dicas para economizar — sim, é possível controlar os gastos com a feira do mês ainda que os preços estejam altos.

Quais os motivos para a carestia da feira do mês?

Dólar alto

Os preços, em geral, são regulados pelo equilíbrio da oferta e demanda. Quando há muito produto para poucos consumidores, os preços tendem a baixar. E, no Brasil, a última safra de grãos chegou a 271,7 milhões de toneladas. É mais do que 1 tonelada de comida para cada brasileiro 🤯

Inclua nessa conta um rebanho de 214 milhões de cabeças de gado, uma para cada pessoa. É muita comida.

Mas aí entra o fator exportação. Grande parte da produção brasileira é vendida para outros países, seja como commodities — soja, por exemplo, que serve para alimentar rebanhos — seja como alimentos industrializados — como a carne.

Esses itens exportados são pagos em dólares, o que multiplica os ganhos dos produtores. Hoje, o dólar está balançando entre R$ 5 e R$ 6. Com esse câmbio, compensa muito mais exportar do que vender para distribuidores internos, que repassarão os itens aos supermercados.

Apesar de o país não ficar desabastecido, a pressão do câmbio acaba por aumentar os preços aqui dentro também. O produtor pensa “bom, se vou vender em reais, o preço precisa aumentar para se equiparar ao que estou exportando”.

Infelizmente, os salários não aumentam no ritmo do dólar e o consumidor brasileiro acaba absorvendo esse aumento. Mas há outros fatores envolvidos.

Pandemia controlada em outros países

O choque inicial da pandemia segurou o consumo no mundo inteiro. Houve um recuo da renda e aumento do desemprego até em países como Alemanha.

Com o controle da doença após campanhas de vacinação bem sucedidas na Ásia, Europa e Estados Unidos, o consumo tende a aumentar, pressionando também as exportações de nações como o Brasil.

Lembra do equilíbrio entre oferta e demanda que mencionamos no tópico anterior? O aumento na demanda por gêneros alimentícios no mercado externo leva a um ajuste da oferta, forçando uma alta nos preços internamente.

Há, ainda, outra mudança lá na gringa que interfere nos preços aqui seguindo essa mesma lógica.

Crescimento do mercado consumidor na China

A China não tem só a maior população do mundo, mas também a maior classe média do mundo. E ela deve aumentar.

Aqui no Brasil, a gente já experimentou um crescimento da classe média. O aumento da renda eleva também o aumento do padrão de vida e de consumo. Quem raramente via carne bovina no prato, quer fazer churrasco com frequência, por exemplo.

E a China é o maior freguês do Brasil. Com isso, boa parte da nossa produção atende à imensa demanda da China, cuja classe média é o dobro da população total do Brasil.

Desse jeito sobra para quem? Para os preços aqui dentro. Menos mercadorias disponíveis internamente e alta demanda geram aumento dos preços.

Energia e combustível

Esses dois vilões do nosso dia a dia também influenciam nos preços dos alimentos e de outros itens do mercado. Afinal, todas as mercadorias passam pelas estradas a bordo de caminhões movidos a diesel — cujo preço aumentou 16,8% só esse ano.

Ah, e a energia? Bom, com a capacidade das hidrelétricas reduzida por conta da estiagem, o Governo Federal acionou termelétricas para complementar a energia produzida no Brasil. Essa fonte é mais cara, o que levou a aumentos generalizados nas contas de luz por meio da temida bandeira vermelha.

Esses aumentos geram um efeito cascata sobre os produtos do mercado e acabam inflacionando tudo.

Mudanças climáticas

Por fim, um fator que não deve ser menosprezado são as mudanças climáticas. Um estudo recente publicado na Nature Climate Change mostra que o aquecimento do planeta diminuiu a produtividade da agricultura no mundo nos últimos 50 anos.

Embora esse fator não provoque impactos sensíveis no curto prazo, o Brasil deve continuar a ser cada vez mais pressionado à medida em que outros países precisarem comprar alimentos. A escassez pode levar a uma disparada nos preços.

Como economizar na feira do mês

Evite compras semanais e idas ao mercado

Cada vez que vamos ao mercado, recebemos estímulos para consumir. As ofertas, anúncios e cartazes espalhados entre as prateleiras puxam nossa atenção e a gente acaba gastando mais do que o programado.

Por isso, é ideal manter a frequência mensal das suas compras e adquirir tudo de forma planejada. Menos idas às lojas, menos gastos supérfluos. Assim você se expõe menos à alta nos preços.

Visite feiras de produtores

Em toda cidade, há espaços onde os pequenos produtores da região podem expor e vender seus produtos, as famosas feiras livres.

Nesses locais, os preços costumam ser mais baixos, já que o negócio é feito diretamente entre produtor e cliente final, e não há uma estrutura de hipermercado que muitas vezes encarecem os itens.

De quebra, você ainda compra produtos frescos. Ah, lembre-se de usar máscaras, já que feiras livres costumam ter muita gente circulando.

Fique de olho nas promoções

Quando o estoque está perto de vencer ou quando há pouco movimento, os supermercados costumam fazer promoções de descontos bem bacanas. Assim, você consegue economizar uma boa grana sem grandes sacrifícios.

Veja quais são os dias que os supermercados da sua região reduzem os preços dos produtos e agende sua feira do mês para essas datas.

Faça uma listinha

Sair de casa sem saber o que deve colocar no carrinho é um convite à compra por impulso. Antes da pandemia, 60% dos consumidores afirmavam comprar produtos sem pensar.

A lista da feira do mês ajuda você a manter o foco e economizar uma boa grana. Assim, você consegue até acompanhar quais os produtos que tiveram maior variação de preços mês a mês e planejar melhor as próximas compras.

Vá sozinho(a)

É para a segurança de todos e também do seu bolso. Levar outras pessoas para fazer a feira ao seu lado aumenta as chances de certos produtos estranhos inexplicavelmente pararem no carrinho.

Quem tem filhos sabe como é.

Faça compras em conjunto

Compras em quantidade, em geral, garantem produtos a preços mais baixos do que no varejo. Essa pode ser uma saída para qualquer família que não possa arcar com preços mais altos no mercado.

Para adquirir itens em maior quantidade, você pode organizar sua vizinhança, fazer um orçamento e pedir uma feira para todos em um mercado do tipo Atacadão ou até direto nos fornecedores.

Existem também aplicativos que facilitam as compras em grupo e oferecem produtos por preços bem mais baixos. Verifique se alguns desses apps operam na sua cidade.

A feira do mês está mais cara, mas isso não significa que seus esforços para economizar sejam inúteis. Procure sempre as melhores ofertas, adote boas práticas e fique de olho nas variações de preços perto de você. Em alguns casos, os aumentos são abusivos.Quer ter uma nova experiência com cartões de crédito? Baixe o aplicativo do will bank (Android e iOS) e tenha acesso a um cartão sem anuidade e sem amarras.

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