Quanto custa ter um carro?

Quem nunca fez planos de comprar um carro? Poucas coisas dão a sensação de liberdade que só um carango na garagem pode proporcionar. Com ele, a gente pode ir e vir quando quiser com conforto e sem o transtorno da espera.

Mas é claro que essa conveniência tem um custo que muitas pessoas desconsideram — especialmente os impacientes. Sabendo disso, as concessionárias abusam das letras pequenas nos comerciais para oferecer parcelas que cabem em qualquer bolso.

Os leitores aqui do blog, no entanto, não caem nessas armadilhas. Antes de uma decisão com tanto impacto nas finanças, é necessário colocar os custos na ponta do lápis. E é isso o que vamos fazer agora.

Qual o carro que eu quero?

Parece uma pergunta boba, mas o primeiro passo é alinhar nossos objetivos com o tipo de veículo a ser adquirido. É um carro para passeio no fim de semana ou para trabalhar no dia a dia? É para um jovem casal ou uma família? Novo ou usado?

Diferentes categorias de veículos vêm em diferentes faixas de preços. Como um carro é um bem que eleva o padrão de vida de uma família, é necessário considerar os objetivos com bastante cuidado antes de procurar ofertas.

Outra dica legal, especialmente para quem quer adquirir um seminovo ou usado, é acompanhar a tabela FIPE. Lá, você encontra a média dos preços de mercado para determinado veículo e suas características (ano, motor, etc).

Bom, agora vamos para a parte que acerta em cheio o bolso do motorista.

Os custos de um carro

Financiamento (prestações)

Há compradores mais afoitos que olham para o valor das prestações na simulação de financiamento na concessionária e pensam “opa, esse aqui dá certo”. Mas o custo da operação embute não só juros bem altos, como também taxas de serviços e seguros que encarecem os preços.

E outra: dependendo do sistema de amortização, as parcelas podem sofrer reajustes bem salgados ao longo do financiamento. No fim das contas, para comprar 1 carro, você pagou 2 ou até 3 para o banco.

Por isso, a dica é evitar financiar 100%. Com uma entrada de 30% a 50% do valor do veículo, é possível abater os juros e financiar pelo SAC, um sistema de amortização em que as parcelas são decrescentes.

Outra dica importante é negociar as taxas de juros e outras taxas que alguns vendedores embutem no contrato. Analise o Custo Efetivo Total (CET) — essa é uma informação que deve constar em todas as propostas — antes de tomar sua decisão.

Licenciamento e IPVA

A parcela do governo nessa história não é pequena. Donos de veículos devem, anualmente, renovar o licenciamento do veículo, incluindo seguro obrigatório e taxa de bombeiros, e o Imposto sobre Veículos Automotores (IPVA). Ambos devem ser pagos no Detran do seu estado e/ou na secretaria que cuida da tributação.

O preço do IPVA é calculado pelo valor do seu veículo na Tabela FIPE. Cada estado tem uma alíquota diferente. Por exemplo, em São Paulo, o percentual é de 3% a 4%.

Isso significa que, todos os anos, você deve pagar até 4% do valor do seu carro em impostos.

Por exemplo, um Honda Civic LXS 2008 emplacado em São Paulo (SP) pagaria, em 2021, um valor estimado em R$ 1527,36 em impostos. O valor é parcelável, mas mesmo assim é bem salgado e não deve ser ignorado na hora de comprar um carro.

Seguro

Um bem tão valioso não pode ficar descoberto, suejeito a eventualidades que vão desde intempéries climáticas até acidentes e roubos. O seguro é uma garantia extremamente importante para quem tem um carro.

Obviamente, seu custo é proporcional. O valor varia bastante de acordo com a seguradora e com as coberturas escolhidas. O custo anual pode facilmente passar de R$ 2 mil por ano.

Felizmente, há operadoras que propõem a diluição desse custo nas parcelas do financiamento, mas esse alívio temporário resulta em um desembolso maior — como em qualquer financiamento.

A dica é escolher bem as coberturas a que você terá direito. Uma proteção básica pode sair bem mais em conta, caso seu objetivo seja economizar. Hoje em dia é bem mais fácil negociar um seguro que se ajuste ao que você precisa sem pesar demais no seu bolso. Dá para fazer isso até por aplicativos, sem a mediação de um vendedor.

Combustível

Chegamos ao maior vilão dos últimos tempos para quem tem ou deseja ter carro próprio. O custo do litro da gasolina, combustível mais consumido no Brasil, tem oscilado bastante e já chegou a R$ 7.

Um carro popular tem um tanque com cerca de 55 litros de capacidade. Para enchê-lo, seria necessário desembolsar R$ 378. O segredo aqui é a autonomia do veículo e também a habilidade do motorista na troca de marcha.

Carros econômicos são capazes de rodar mais consumindo menos combustível. Um Citröen C3, por exemplo, roda 858km na estrada com um tanque (15,6km/l), enquanto na cidade seu desempenho é de 786km por tanque (ou 14,2km/l).

Claro que não é uma conta exata, há variantes como condução, condições da estrada, trânsito, entre outras. Mas é importante sempre observar a autonomia do veículo antes de comprar para não acabar com um beberrão na garagem.

Manutenção

Carros quebram. Seja por falhas mecânicas de fábrica, desgaste por uso, acidentes de trânsito ou trocas programadas de peças, você precisará colocar a mão no bolso para custear a manutenção do seu veículo. É uma questão de bem-estar, mas também de segurança.

Alguns itens devem ser previsivelmente trocados. Um exemplo: óleo. Cada carro tem a quilometragem certa para a troca; caso o cronograma não seja respeitado, haverá maior desgaste nas peças e o preço pode ser mais alto amanhã.

Outros nem sempre podemos prever, como os pneus. No caso deles, a dica é fazer rodízio periódico entre os pneus traseiros e os dianteiros para que o desgaste seja igual em todo o conjunto.

Faça as manutenções programadas de seu carro. Algumas autorizadas garantem as primeiras revisões sem custos de mão de obra. Após isso, reserve uma parte do orçamento do veículo para realizar revisões anuais.

Desvalorização

Outro fato incômodo a respeito dos carros é que eles perdem valor muito rápido. Carros novos, assim que saem da concessionária, têm o valor reduzido em milhares de reais.

A depreciação é menor em usados e seminovos, mas também não é desprezível. Por isso, é prática comum no Brasil comprar um carro já pensando em revender ou trocar.

Esse fator pesa na hora de optar pelo ano do veículo. Embora o senso comum diga que carros mais novos são mais conservados e terão um mercado de revenda melhor lá na frente, veículos antigos e “rodados” custam bem menos.

A desvalorização é um custo imperceptível porque ela não sai diretamente do seu bolso no momento da aquisição. Mas, na hora de trocar, você vai sentir a diferença.

Carteira de motorista e reeducação

Bom, esse custo não é igual para todos. Talvez você já seja habilitado. Mas aqueles que sonham com o primeiro carro podem sequer ter passado por uma auto-escola.

O custo para tirar a habilitação envolve exames, provas práticas e teóricas, materiais, marcação de exame, aluguel de veículo para a provam entre outros. O preço pode passar dos R$ 2 mil.

Já quem tirou a carta em algum momento da vida, mas perdeu a prática de dirigir, muitas vezes precisa de umas aulinhas de reforço em serviços de “dirigir bem”. É bem mais barato, mas também não é um custo desprezível.

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